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Em meados de 1880, o alumínio era um metal semiprecioso, mais raro do que a
prata
O professor Frank Jewett, do Oberlin College, em Ohio (EUA), mostrou aos seus
alunos de Química um pequeno pedaço de alumínio e disse-lhes que quem
descobrisse uma forma econômica de produzir esse metal ficaria rico.
Um dos estudantes, Charles Martin Hall, costumava fazer experiências com
minerais desde os 12 anos em uma pequena cabana, atrás de sua casa. Após a
formatura, ele continuou com suas experiências em seu laboratório improvisado e
aprendeu como conseguir óxido de alumínio-alumina. Em 1886, colocou num
recipiente um banho de criolita contendo alumina e passou uma corrente elétrica.
O resultado foi uma massa solidificada que ele deixou esfriar e depois a
estilhaçou com um martelo. Assim, surgiram várias pequenas pelotas de puro
alumínio. Foi uma descoberta memorável. Mas para continuar, Hall precisaria de
dinheiro.
Em busca de aprimorar suas descobertas, ele descobriu seu suporte financeiro nas
proximidades de Pittsburgh, por meio de um grupo de seis industriais liderados
por Alfred E. Hunt.
Esses empreendedores fundaram a Pittsburgh Reduction Company e construíram uma
pequena fábrica, onde agora fica o bairro de Strip District, em Pittsburgh,
Pennsylvania (EUA). No Dia de Ação de Graças, (Thanksgiving Day) de 1888, Hall e
seu primeiro funcionário, Arthur Vining Davis, produziram o primeiro alumínio
comercial, utilizando a tecnologia descoberta.
Metal sem mercado
Em pouco tempo os lingotes de alumínio foram empilhados, mas os fabricantes
hesitavam em usar um metal diferente. Para mostrar o caminho, Davis começou a
fazer alguns produtos, iniciando com uma chaleira de alumínio.
Enquanto isso, Hall continuava a melhorar seu processo e a desenvolver ligas.
Ele conseguiu reduzir o preço do lingote de alumínio de U$ 4,96 a libra em 1888,
para US$ 0,78 centavos em 1893.
O negócio cresceu e os produtos de alumínio logo incluíram utensílios de cozinha,
folhas, fios e cabos elétricos, carroceria de carros e partes do motor
utilizadas no primeiro vôo dos irmãos Orville e Wilbur Wright, no Kitty Hawk.
Novo nome
Por volta de 1907, a empresa crescera a ponto de adquirir minas de bauxita em
Arkansas, uma refinaria em Illinois e três fundições de alumínio em Nova York e
Canadá. Os donos trocaram o nome da empresa por algo mais apropriado, Aluminum
Company of America. Mais tarde, com a globalização da empresa, o nome mudou para
Alcoa Inc.
No final de 1930, uma libra de alumínio custava 20 centavos e a empresa
cadastrava mais de dois mil usos para o produto.
Com a Segunda Guerra Mundial, a demanda pelo alumínio duplicou e o mesmo ocorreu
com a produção da Alcoa. Mas muito da nova capacidade foi financiada pelo
governo federal e após a guerra essas fábricas foram vendidas a empresas
concorrentes.
Mudanças
Nas últimas décadas, a indústria tem crescido muito. Como a competição se
intensificou, a Alcoa reagiu com a ampliação da sua base tecnológica,
aperfeiçoamento dos processos, redução dos custos e expansão das linhas de
produto, mercados e operações globais. Além disso, houve o desenvolvimento de
uma base sem precedentes no mundo em recursos naturais.
Nos últimos anos, antes da virada do século, a Alcoa aumentou significativamente
sua presença global por meio do crescimento interno, parcerias no mundo e
grandes aquisições na Europa e nos Estados Unidos.
O alumínio tornou-se o material escolhido para revestir de forma adequada uma
nova geração de aeronaves e automóveis e milhares de outros produtos com maior
resistência, segurança, leveza, economia em energia e fonte reciclável.
Tudo tem mudado exceto isto: desde o primeiro dia até hoje, a Alcoa tem se
consolidado como empresa líder mundial na produção e transformação de alumínio. |
História da Alcoa


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Alcoa comemora 120 anos de inovação
2008-10-17
Criada a partir da invenção do processo de produção industrial do alumínio, a Companhia tornou-se a maior produtora mundial do metal
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